← Voltar ao blog

IA & Agentes

O ecossistema de Copilots [2] - M365 Copilot vs Copilot Studio: comprar pronto ou construir

The Copilot ecosystem [2] - M365 Copilot vs Copilot Studio: buy ready-made or build

O ecossistema de Copilots [2] - M365 Copilot vs Copilot Studio: comprar pronto ou construir

Fala dataholics! No post anterior a gente separou o ecossistema em dois times: o que você usa pronto e o que você constrói. Hoje eu pego os dois nomes que mais aparecem juntos na reunião com o gestor, o Microsoft 365 Copilot e o Copilot Studio, porque quase toda empresa em algum momento faz a mesma pergunta: eu pago a licença do produto pronto ou construo o meu agente?

O que veremos nesse post:

  • O que cada um é de verdade

  • Como cada um cobra (e por que isso muda tudo)

  • Quando comprar o pronto e quando construir

  • Por que na prática você acaba usando os dois


O que é cada um

O Microsoft 365 Copilot é produto acabado. Você liga a licença e ele já aparece dentro do Word, do Excel, do Outlook e do Teams, resumindo e-mail, escrevendo documento, puxando informação da sua empresa via Microsoft Graph. Não tem o que construir, o valor vem no dia seguinte à compra.

O Copilot Studio é o oposto disso na intenção: ele não é um assistente pronto, é a plataforma onde você monta o seu. É onde a gente passou a série inteira criando agente, dando knowledge, tool e publicando. Sozinho ele não entrega nada, o que ele entrega é a capacidade de você resolver um problema específico que nenhum produto de prateleira resolve.


A conta é diferente

Essa é a parte que pega o pessoal de surpresa, então presta atenção aqui. Os dois cobram de jeitos completamente diferentes:

  • M365 Copilot cobra por usuário, por mês. Hoje gira em torno de 30 dólares por pessoa/mês no plano cheio (tem tier mais barato pra empresa menor). Ou seja, o custo escala com quantas pessoas vão usar.

  • Copilot Studio cobra por consumo, contando as mensagens que o agente processa. Dá pra ir de pay-as-you-go no Azure ou num pacote de capacidade (por exemplo, algo em torno de 200 dólares/mês por um bloco de mensagens). O custo escala com o quanto o agente é usado, não com quantas pessoas têm acesso.

Repara na virada de lógica: um cobra pela cadeira ocupada, o outro cobra pelo trabalho feito. Numa empresa de 5 mil funcionários isso muda o projeto inteiro, porque licenciar 5 mil pessoas no M365 Copilot é uma conta, e botar um agente do Copilot Studio pra atender essas 5 mil pessoas é outra bem diferente.

Reginaldo, os números que você citou são os que valem hoje na minha região?

Trata os valores como ordem de grandeza pra entender o modelo, não como tabela oficial. Preço de licença Microsoft muda por região, por plano e por promoção, então antes de fechar orçamento confirma no pricing oficial. O que não muda é a lógica: um é por usuário, o outro é por uso.


Quando comprar e quando construir

A regra que eu uso é olhar pra QUEM vai usar e pra QUÊ:

  • Se o ganho é produtividade geral do escritório, resumir reunião, escrever e-mail, mexer em documento, e todo mundo se beneficia, o M365 Copilot é o caminho. Não faz sentido reconstruir o que já vem pronto.

  • Se o problema é específico do seu negócio, tipo um agente que responde sobre a sua base de conhecimento, consulta o seu sistema, segue a sua regra, aí é Copilot Studio, porque isso nenhum produto de prateleira vai entregar.


Na real, você usa os dois

Na prática a escolha quase nunca é "um ou outro". O padrão comum na empresa é ter o M365 Copilot pra produtividade do dia a dia e, ao lado, agentes do Copilot Studio pros casos específicos, que inclusive aparecem dentro do próprio M365 Copilot (lembra do post de publicação da série passada?). Um cuida do genérico, o outro cuida do que é a cara da sua operação.


RESUMO

  • M365 Copilot: produto pronto, dentro do Office, cobrado por usuário/mês. Você usa.

  • Copilot Studio: plataforma pra construir agente, cobrada por consumo de mensagens. Você constrói.

  • Custo por usuário escala com gente; custo por consumo escala com uso. Isso decide o projeto.

  • Produtividade geral, compra o M365 Copilot. Problema específico do negócio, constrói no Copilot Studio.

  • No mundo real você combina os dois, e o agente do Studio ainda aparece dentro do M365 Copilot.

Fechamos o eixo comprar vs construir dentro do mundo Microsoft 365. No próximo post eu saio um pouco desse território e vou pro Copilot que mais mudou nos últimos tempos, o GitHub Copilot, que deixou de ser autocompletar e virou um agente que abre pull request sozinho. Comenta aí se na sua empresa a discussão de licença de Copilot já apareceu.

Referências:

https://www.microsoft.com/en-us/microsoft-365-copilot/pricing

https://learn.microsoft.com/en-us/microsoft-copilot-studio/requirements-messages-management

Fique bem e até a próxima.

#copilotstudio #m365copilot #ia #agentes #licenciamento #datainaction

#copilotstudio#m365copilot#licenciamento#ia#agentes#datainaction

Gostou? Tem mais no YouTube e no LinkedIn.

← Voltar ao blog