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Genie & Agent Bricks do zero [2] - A família Genie: Spaces, Agents, One, Code e Ontology
Fala dataholics, bora de mais conteúdo técnico! Essa é a parte 2 da nossa série Genie & Agent Bricks do zero. No post anterior a gente viu o que é o AI/BI Genie e como ele faz text-to-SQL governado sobre o Unity Catalog. Agora vamos abrir o capô de uma coisa que confunde muita gente: quando falamos "Genie", estamos falando de uma família inteira de produtos, não só da caixinha de perguntas.
No Data + AI Summit 2026 o Databricks organizou o Genie em vários membros, cada um pra um trabalho diferente. Bora ver quem é quem e, principalmente, quando usar cada um.
O que veremos nesse post:
Genie Spaces: a base
Genie Agents: a evolução dos Spaces
Genie One: o coworker de negócio
Genie Code: a engenharia autônoma
Genie Ontology: o cérebro de contexto
ZeroOps, API e MCP
Qual Genie usar em cada caso

Genie Spaces: a base de tudo
O Genie Space é a unidade fundamental. Pensa nele como um espaço de conversa curado e focado em um assunto: um Space de vendas, um de financeiro, um de logística. Dentro dele moram as tabelas daquele domínio, mais as instruções e os exemplos que ensinam o Genie a responder direito. Já passaram de 1 milhão de Spaces criados, e é justamente essa fundação que está evoluindo para os Genie Agents.

Genie Agents: sua conversa vira um agente
Aqui mora a sacada nova. Em vez de toda conversa ser descartável, você salva uma conversa boa do Genie como um agente reutilizável. Esse agente herda a memória, as fontes e as instruções daquela conversa, então o time inteiro chama ele pelo nome e repete o fluxo sem reconstruir nada. Eles raciocinam sobre dados estruturados e não estruturados e ainda tomam ação nas suas ferramentas de negócio. Pra montar tudo isso, tem o Genie App Builder.
Reginaldo, então o Genie Agent é o que antes era o Genie Space?
É a evolução dele. O Space era uma conversa com escopo num assunto. O Agent pega essa ideia e transforma num agente reutilizável que age, não só responde.

Genie One: o coworker agêntico
O Genie One é o Genie virado pro pessoal de negócio: marketing, finanças, vendas, RH. Ele não só responde pergunta, ele produz documentos e relatórios, roda tarefas agendadas e toma ação usando tools via MCP. E te encontra onde você já trabalha: web, iOS, Android, Slack e Microsoft Teams. Na prática, o Genie One fica no topo orquestrando os outros membros da família.

Genie Code: a engenharia de dados autônoma
Esse é o nosso lado, dataholics. O Genie Code é o parceiro de IA pra quem constrói: ele gera e roda código, cria pipelines e dashboards, depura erros e trabalha direto com as tabelas, colunas e linhagem do Unity Catalog. Ele vive dentro do workspace, nos notebooks, no SQL editor, no Lakeflow Pipelines Editor, nos AI/BI Dashboards e no MLflow, com um command center pra rodar várias threads em paralelo. E já está em GA.

Genie Ontology: o cérebro no centro
Falei dele no post anterior, mas ele merece lugar de honra porque é o que faz todos os outros responderem melhor. O Genie Ontology é uma camada de contexto que aprende o seu negócio sozinha e usa o OntoRank pra confiar na definição mais autoritativa, não na que casa por acaso com o texto. Ele é alimentado pelo Unity Catalog Metrics, onde você define os KPIs uma vez. O efeito aparece no número: nos testes do Databricks, a acurácia subiu de 50% para 84,5% com o contexto aplicado.

E ainda tem mais: ZeroOps, API e MCP
A família não para por aí. O Genie ZeroOps (em private preview) é um agente que fica monitorando seus pipelines, jobs e tabelas. Quando algo quebra, ele detecta, investiga usando a linhagem do Unity Catalog, propõe a correção e ainda valida num sandbox seguro antes de sugerir. O Deep Research entrega respostas mais profundas e com citações. E pra integrar tudo isso fora do Databricks você tem a Conversation API (pra levar o Genie pros seus apps) e o Managed MCP Server (pra expor o Genie como tool de qualquer agente).

Qual Genie usar em cada caso
Pra fechar, o resumo prático que eu uso de bússola:
Pessoa de negócio perguntando aos dados: Genie One.
Um fluxo de um domínio que vira reutilizável pro time: Genie Agents (em cima de um bom Space).
Construir, depurar e operar pipelines: Genie Code.
Operação no piloto automático: Genie ZeroOps.
O contexto certo por baixo de todos eles: Genie Ontology, sempre.

RESUMO
Genie Spaces: base curada por assunto, está virando Genie Agents.
Genie Agents: conversa salva como agente reutilizável que age, com App Builder.
Genie One: coworker agêntico pro negócio, em Slack, Teams e mobile.
Genie Code: engenharia autônoma dentro do workspace, já em GA.
Genie Ontology: contexto que aprende o negócio e levou a acurácia de 50% para 84,5%.
Extras: Genie ZeroOps, Deep Research, Conversation API e Managed MCP Server.
Sem dúvidas, entender quem é quem na família Genie já te coloca na frente. No próximo post da série a gente parte pra prática: como curar um Genie Space de alta qualidade pra ele responder certo.
Referências:
https://www.databricks.com/blog/introducing-genie-one-genie-ontology-and-genie-agents
https://www.databricks.com/blog/introducing-genie-code
https://www.databricks.com/blog/introducing-genie-zeroops
https://www.databricks.com/blog/unifying-data-and-governance-agentic-era-whats-new-azure-databricks
Fique bem e até a próxima.
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