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IA & Agentes

GitHub Copilot a fundo [5] - AI Credits: o Copilot virou usage-based

GitHub Copilot in depth [5] - AI Credits and usage-based billing

GitHub Copilot a fundo [5] - AI Credits: o Copilot virou usage-based

Fala dataholics, fechando a série GitHub Copilot a fundo com o assunto que ninguém curte mas todo mundo precisa: a conta. Em 1 de junho de 2026 a GitHub mudou o modelo de cobrança do Copilot e aposentou os premium requests, e agora em setembro a coisa fica visível de verdade, porque o reforço promocional de crédito valia de junho a agosto. Setembro é o primeiro mês em que a fatura mostra o valor nominal, então é bom entender o que está sendo contado.

O que veremos nesse post:

  • O que era e o que virou

  • Quanto vem incluso em cada plano

  • O que continua de graça e o que consome crédito

  • Pool, budget e teto de gasto

  • O que fazer na prática


Saíram os premium requests, entraram os AI Credits

O modelo antigo contava requisição. Você tinha uma cota de premium requests por mês e cada modelo tinha um multiplicador, então uma requisição num modelo de raciocínio pesado consumia várias da sua cota. Business dava 300 requests por usuário por mês e Enterprise dava 1000, e o pessoal aprendeu a fazer conta de padeiro em cima disso.

Agora cada plano vem com uma quantia mensal de GitHub AI Credits e o consumo é calculado por token, incluindo entrada, saída e token cacheado, usando a tabela de preço de API de cada modelo. É o mesmo raciocínio que você já conhece se usa Foundry, Bedrock ou API da OpenAI direto, e faz sentido, porque requisição sempre foi uma unidade estranha: um prompt de duas linhas e um refactor de 40 arquivos contavam igual.

Reginaldo, isso quer dizer que eu vou pagar mais?

Depende do seu perfil, e essa é a resposta honesta. Quem manda prompt curto e usa modelo leve provavelmente nem encosta no limite. Quem vive em agent mode com modelo de raciocínio, mexendo em repositório grande, vai ver o consumo subir bem rápido, porque contexto grande significa muito token de entrada em cada iteração do agente. E como o consumo agora aparece por token, dá pra enxergar isso, o que no modelo antigo era meio caixa preta.


Quanto vem incluso

  • Copilot Free: sem AI Credits.

  • Pro: US$ 10 por mês, com US$ 10 de crédito incluso.

  • Pro+: US$ 39 por mês, com US$ 39 de crédito.

  • Business: US$ 19 por usuário, com US$ 19 de crédito (de junho a agosto de 2026 rodou promocional em US$ 30).

  • Enterprise: US$ 39 por usuário, com US$ 39 de crédito (promocional em US$ 70 no mesmo período).

Repare que o crédito incluso é igual ao preço do plano, ou seja, o que você paga de assinatura já vem como saldo pra gastar. Quem estava contando com o promocional de junho a agosto pra dimensionar o time vai ter surpresa na fatura de setembro, e é por isso que eu resolvi fechar a série com esse post.


O que continua de graça

Essa parte é importante e acalma bastante gente: code completions e Next Edit Suggestions continuam sem consumir crédito, em todos os planos. Aquele tab tab tab de completar linha, que é o uso mais comum do Copilot na vida real, não entra na conta.

Do lado que consome, atenção especial pro Copilot code review, porque ele gasta AI Credits e também minutos de GitHub Actions. São duas linhas na fatura pra uma coisa só, e num repo movimentado com review automático em todo PR isso soma. Vale ligar em repositório que importa em vez de ligar em tudo por padrão.

DETALHE IMPORTANTE: o fallback pra modelo mais barato deixou de existir. Antes, quando você estourava, a experiência degradava pro modelo básico e você continuava trabalhando. Agora acabou o saldo e não tem overage liberado, para. Isso muda como você configura o teto, porque teto apertado agora significa dev parado, não dev com modelo pior.


Pool, budget e teto

Aqui vem a parte boa pra quem administra. O crédito incluso de Business e Enterprise é pooled, então ele não fica preso por assento: quem usa pouco no mês sobra crédito e esse saldo cobre quem usa muito, dentro da mesma organização. Na prática isso resolve o cenário clássico de time misto, onde três pessoas vivem no agent mode e outras vinte usam só o autocomplete.

E existe controle de budget em três níveis, enterprise, cost center e usuário individual, onde o admin decide se permite overage no preço de tabela ou se corta no limite. Cost center é o que eu recomendo olhar primeiro se você precisa mostrar consumo por área ou por projeto, porque é o que dá conversa com o financeiro sem planilha manual.

Um detalhe de transição que ainda vale pra alguns: quem assinou no plano anual mantém o preço em premium requests até a assinatura vencer, só que os multiplicadores de modelo subiram em junho. Assinatura mensal migrou automático pro usage-based.


O que eu faria essa semana

  • Abrir o relatório de consumo e olhar setembro contra agosto, porque a comparação com o mês promocional é o que revela seu custo real.

  • Definir budget por cost center antes de definir por usuário, é a visão que serve pra decisão.

  • Decidir a política de overage de forma consciente: permitir com teto, ou cortar e aceitar que o dev fica sem o modelo bom até virar o mês.

  • Revisar em quais repositórios o code review automático está ligado, lembrando dos minutos de Actions.

  • Rever a escolha de modelo em tarefa simples. Muita gente deixa o modelo mais caro fixo e usa ele pra renomear variável.


RESUMO

  • Desde 1 de junho de 2026 o Copilot é usage-based, com AI Credits no lugar dos premium requests.

  • Consumo é por token (entrada, saída e cacheado) na tabela de preço de cada modelo.

  • Crédito incluso igual ao preço do plano. O reforço promocional de Business e Enterprise valeu só de junho a agosto.

  • Completions e Next Edit Suggestions continuam gratuitos. Code review consome crédito e minutos de Actions.

  • Crédito é pooled na organização, com budget e teto por enterprise, cost center e usuário.

  • Sem fallback pra modelo barato: estourou e sem overage, para.

E fecha aqui a série. A gente passou pelo AGENTS.md e as instructions, pelas Agent Skills, pelo MCP e a governança, pelo Copilot CLI e agora pela conta. Configurar bem o agente aparece na fatura também, porque instrução boa e skill bem escrita significam menos iteração e menos token queimado.

Referências:

https://github.blog/news-insights/company-news/github-copilot-is-moving-to-usage-based-billing/

https://docs.github.com/copilot/managing-copilot/monitoring-usage-and-entitlements/about-premium-requests

Comenta aí como ficou o consumo no seu time, tenho curiosidade de comparar. Fique bem e até a próxima.

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