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IA & Agentes

Copilot Studio - Agent ou Workflow - o que é cada um e como usar os dois juntos

Copilot Studio - Agent or Workflow - what each one is and how to use them together

Copilot Studio - Agent ou Workflow - o que é cada um e como usar os dois juntos

A Microsoft publicou um post explicando como agents e workflows se combinam no Copilot Studio, e essa é justamente a primeira escolha que aparece na tela quando você vai criar algo novo: um toggle com Agent de um lado e Workflow do outro. Nesse post eu explico o que é cada um dos dois e como colocar um agente para trabalhar dentro de um workflow.


O que é um Agent

O agente é a peça que raciocina. A Microsoft define como uma solução flexível que age, compartilha conhecimento e resolve tarefas, e quem sustenta essa flexibilidade é o modelo de linguagem por trás. Você escreve as instructions em linguagem natural, pluga as tools e o knowledge, e na hora da execução o agente lê o que chegou, interpreta e decide sozinho qual tool chamar e em que ordem. Não existe caminho desenhado, quem monta o caminho é o raciocínio do modelo em cima da instrução que você deu.

Isso tem duas consequências bem práticas. A primeira é que o agente aguenta entrada bagunçada, tipo um e-mail escrito de qualquer jeito, um PDF fora de padrão ou um pedido meio vago, e ainda consegue extrair o que importa. A segunda é que a mesma entrada pode gerar caminhos diferentes em duas execuções, porque a decisão é do modelo. Então o agente é a escolha quando existe ambiguidade e alguém precisa interpretar antes de agir.


O que é um Workflow

O workflow é automação determinística. Ele é formado por um trigger e pelo menos uma action, e roda do início ao fim sempre pelo mesmo caminho, então a mesma entrada devolve sempre a mesma saída. É aí que está o valor dele: previsibilidade, repetição e rastro pra auditar depois.

O trigger pode ser instantâneo (você roda na mão), agendado ou disparado por um evento, tipo chegou e-mail novo ou foi criado um registro. E as ações são de quatro tipos:

  • AI capabilities: gerar texto, processar documento, rodar um prompt num modelo e chamar um agente.

  • Human in the loop: pedir informação ou aprovação pra uma pessoa e esperar a resposta.

  • Built-in tools: loop, branching, operações com dados, data e hora e workflow filho.

  • Connectors: Microsoft 365, serviços de terceiros e conectores customizados.

Repara na descrição que a própria Microsoft usa nos dois cards: o workflow é "powerful automations", automação com velocidade e segurança, e o agente é "flexible solutions", solução flexível que age e resolve tarefa. Na prática o workflow te dá repetição e o agente te dá julgamento.


Usando Agents dentro de Workflows

Essa é a parte que mudou o jogo. Dentro do designer de workflow existe o nó Agent, que fica no painel de ações em AI capabilities e aparece no canvas como Run an agent. Ele entrega um passo do fluxo pro agente, que raciocina, chama tools, consulta knowledge e devolve o resultado pro workflow continuar.

O print acima é o exemplo oficial e explica sozinho: o trigger é When a new email arrives, o segundo nó é o Run an agent que lê a fatura que chegou, e o terceiro é um Condition comparando o Agent Response com "Approved". Se aprovou, grava a fatura no ERP. Se não aprovou, avisa o time financeiro no Teams. O workflow continua no comando do processo inteiro e o agente resolve só o pedaço que precisa de interpretação.

Na configuração do nó você escolhe entre duas opções:

  • An existing agent: você aponta pra um agente já publicado, que roda com as instructions, tools e knowledge que ele já tem. Serve quando o mesmo agente é usado em vários workflows ou é de outro time.

  • New agent for this workflow: você cria um agente inline, ali dentro do nó, com instructions, model, tools (conectores e servidores MCP), knowledge (SharePoint e sites públicos) e formato de saída. É o caminho mais rápido, e a configuração viaja junto com o workflow.

DETALHE IMPORTANTE: o agente inline fica preso naquele workflow, não dá pra reusar fora dele. Se você se pegar recriando o mesmo agente inline em três workflows, promove ele pra agente publicado e chama esse agente nos três.

Outra coisa que vale configurar é o Output, porque é ele que define como o resto do fluxo consome a resposta. Tem três formatos: Text response, que devolve uma string só, Structured output, que devolve um objeto com campos nomeados, e Custom structured output, onde você define o JSON schema na mão. Quando você usa saída estruturada cada campo vira um token de dynamic content, então dá pra ramificar o fluxo em cima de priority = high, gravar campo por campo no Dataverse ou mandar tudo pra uma API sem ficar tratando texto solto.

E tem o Request human assistance when unsure, que é o freio de mão: quando o agente não tem confiança pra decidir sozinho, ele manda e-mail pro dono da conexão e o fluxo fica esperando a resposta. Vale ligar em decisão caríssima de errar, tipo exceção de transação financeira e aprovação fora do padrão.


O caminho inverso, workflow como tool do agente

Dá pra inverter a ordem também. Nesse caso o agente é quem está no comando e chama o workflow como uma tool, pra executar um subprocesso que precisa acontecer sempre igual.

Só que aqui tem regra, e é onde a maioria trava. Pro workflow aparecer na lista de tools do agente ele precisa:

  • Ter o trigger When an agent calls the flow e a ação Respond to the agent.

  • Estar configurado pra responder em tempo real, com o toggle Asynchronous response desligado.

  • Estar publicado.

  • Responder dentro do limite de 100 segundos, ou seja, otimize as queries e o volume de dado que você devolve.


Quando usar qual

A regra que eu uso é simples: se você consegue desenhar o processo num fluxograma sem escrever "depende" em nenhuma caixinha, é workflow. Se em algum ponto alguém precisa ler, interpretar e escolher o que fazer, é agente naquele ponto. E na maioria dos casos reais o desenho bom é misturado, com o workflow segurando a estrutura e o agente entrando nos passos de julgamento.

Dois detalhes que aparecem na documentação e é bom saber antes de colocar em produção. O primeiro é custo: cada ação que o workflow executa consome capacidade do Copilot Studio, e quando a capacidade pré-paga do ambiente termina as novas execuções são bloqueadas, embora as que já estavam rodando terminem normal. Teste feito no designer ou no chat de teste do agente não consome capacidade.

O segundo é maturidade: a nova experiência de agente está como production-ready preview e a nova experiência de workflows está em public preview, e o que você cria na nova não converte pra clássica. Então vale testar antes de mover processo crítico pra lá.


RESUMO

  • Agent - raciocina em cima da instrução, aguenta entrada bagunçada, decide as tools na hora, caminho não determinístico.

  • Workflow - trigger mais ações, caminho fixo, mesma entrada devolve mesma saída, previsível e auditável.

  • Agente dentro do workflow - nó Run an agent, com agente publicado ou inline, e saída estruturada pra ramificar o fluxo depois.

  • Workflow dentro do agente - vira tool, mas exige trigger de agente, resposta síncrona, publicação e resposta em até 100 segundos.

  • Cada ação de workflow consome capacidade, e as duas experiências novas ainda estão em preview.

Referências:

Automate business processes with agents plus workflows in Microsoft Copilot Studio

Workflows overview (preview)

Add an agent node to a workflow

Add a workflow as a tool to an agent

Prints desse post: documentação e blog oficiais da Microsoft.

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