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IA & Agentes

Copilot Studio - Base de Conhecimento [1] - O que é o Knowledge e todas as fontes possíveis

Copilot Studio - Knowledge base [1] - What Knowledge is and every possible source

Copilot Studio - Base de Conhecimento [1] - O que é o Knowledge e todas as fontes possíveis

Fala dataholics, bora de mais conteúdo técnico! Hoje eu abro uma nova série dentro do Copilot Studio do zero: vamos destrinchar bloco por bloco do agente. E o primeiro que escolhi é o mais importante de todos na prática, o Knowledge (a base de conhecimento).

Lá na parte 2 a gente viu que um agente é feito de 6 blocos. Agora vou pegar cada um e aprofundar. Nessa semana o assunto é knowledge, e nesse post de abertura o objetivo é entender o que é o Knowledge e conhecer TODAS as possibilidades de fonte que o Copilot Studio te dá. Conceito e panorama primeiro, prática de cada fonte nos próximos posts.

O que veremos nesse post:

  • O que é o bloco Knowledge (e por que ele é RAG)

  • A tela "Add knowledge": upload, Featured e Advanced

  • O catálogo completo de fontes, agrupado

  • Os limites que ninguém te conta antes

  • O que vem pela frente na série


O que é o bloco Knowledge

O Knowledge são as fontes que o agente usa pra responder com base nos SEUS dados, e não no conhecimento genérico do modelo. É o famoso grounding, a base do RAG (Retrieval Augmented Generation).

Sem knowledge, o agente responde com o que o modelo aprendeu no treino (genérico, e às vezes ele inventa). Com knowledge, antes de responder ele busca o trecho certo na fonte e o modelo escreve em cima daquele conteúdo, ainda por cima citando a origem. Menos alucinação, mais confiança. É esse bloco que decide se o seu agente vai ser um chatzinho genérico ou um agente que realmente conhece a sua empresa.

E a melhor parte: no Copilot Studio isso é RAG gerenciado. Só que aqui vale abrir um parêntese, porque muita gente associa RAG a "banco vetorial" e no Copilot Studio você não monta nenhum.

RAG é Retrieval Augmented Generation, e é um padrão, não uma tecnologia específica. São duas etapas: Retrieval (buscar o trecho relevante numa fonte) e Augmented Generation (injetar esse trecho no prompt pra o modelo responder em cima dele). O que confunde é o "retrieval": ele PODE ser busca vetorial com embeddings, mas não precisa ser. Pode ser busca por palavra-chave, busca semântica, ou até uma consulta no próprio banco.

E é isso que rola no Copilot Studio, o retrieval muda conforme a fonte:

  • Arquivos que você sobe: viram índice vetorial gerenciado dentro do Dataverse (aqui sim tem embeddings).

  • SharePoint: usa o índice do Microsoft Search (GraphSearch), não um vetor seu.

  • Dataverse, Azure SQL e afins: consultam a própria fonte pra trazer o dado.

Ou seja: é RAG em todos os casos (busca + geração com grounding), só que a Microsoft abstrai o "como". Você ganha o RAG sem subir um banco vetorial na mão (e, se quiser o seu próprio índice, o Azure AI Search também está lá na lista).


A tela "Add knowledge"

Quando você clica em adicionar knowledge, cai nessa tela. No topo tem o Upload file: você arrasta um arquivo do computador, ou sincroniza do OneDrive e do SharePoint. Logo abaixo, os conectores ficam divididos em duas abas: Featured (as fontes em destaque) e Advanced (as mais avançadas).

Essa é a aba Featured:

Aqui moram as fontes mais usadas no mundo Microsoft e alguns SaaS populares: Public websites, SharePoint (repare no "Powered by Work IQ"), Azure AI Search, Dataverse, Dynamics 365, Salesforce, ServiceNow e Azure SQL.

E essa é a aba Advanced:

Aqui é onde o pessoal de dados sorri: Snowflake, Databricks, Confluence, Oracle Database, SAP OData, Zendesk, Azure Databricks, Virtual Data Platform e Bing Custom Search. Ou seja, dá pra plugar o seu Lakehouse ou o seu data warehouse direto como fonte de conhecimento do agente.


O catálogo, agrupado pra fazer sentido

São muitas opções, então eu gosto de pensar em 5 grupos:

  • Arquivos: upload direto, OneDrive ou SharePoint (PDF, Word, PowerPoint, etc.).

  • Microsoft: SharePoint, Dataverse, Dynamics 365, Azure SQL e Azure AI Search.

  • Web: Public websites e Bing Custom Search.

  • Apps de negócio: Salesforce, ServiceNow, Zendesk e Confluence.

  • Dados e Analytics: Databricks, Azure Databricks, Snowflake, Oracle e SAP OData.

Reparou que tem coisa não estruturada (documento, site) e estruturada (tabela, banco)? Guarda isso, porque cada tipo tem um comportamento diferente e é o que vou detalhar nos próximos posts.

Reginaldo, com tanta fonte assim, qual eu escolho?

Boa pergunta. A regra é simples: use a fonte onde o dado JÁ vive, e não jogue tudo dentro do agente de uma vez. Documento da empresa costuma estar no SharePoint, dado de cliente no Salesforce ou Dynamics, número de negócio no Databricks ou no Azure SQL. Comece pela fonte que responde a maioria das perguntas dos seus usuários.


Os limites (e por que dependem da orquestração)

Aqui tem uma pegadinha que confunde bastante gente: os limites de knowledge dependem do modo de orquestração do agente, generative (o moderno, que é o padrão) ou classic.

Na orquestração generative os limites são folgados: até 25 URLs de SharePoint, 25 sites públicos, e Dataverse e conectores praticamente ilimitados. O detalhe é que, quando você passa de 25 fontes diferentes, um GPT interno entra pra filtrar quais fontes buscar em cada pergunta (os arquivos que você sobe não contam nesse limite de 25).

Já na orquestração classic o aperto é bem maior: 4 URLs de SharePoint, 4 sites, 2 fontes Dataverse (até 15 tabelas cada), e por aí vai.

A real: em vez de decorar tabela de limite, conecte só as fontes que respondem as perguntas dos seus usuários. Menos fonte boa ganha de muita fonte bagunçada, e você foge dos limites naturalmente.


O que vem pela frente

Esse foi o panorama. Nos próximos posts da série a gente desce pra prática, pegando as fontes mais interessantes uma por uma:

  • SharePoint, a fonte mais usada no dia a dia (e por que ela usa o índice do Work IQ).

  • Internet, com sites públicos e Bing Custom Search.

  • Databricks, plugando o Lakehouse direto no agente.

  • Azure SQL, trazendo dado estruturado como fonte.


RESUMO

  • Knowledge dá grounding ao agente: é RAG gerenciado sobre os SEUS dados, com citação da fonte.

  • A tela "Add knowledge" tem Upload file (device, OneDrive, SharePoint) e duas abas: Featured e Advanced.

  • O catálogo vai de arquivo e site público a Databricks, Snowflake, Salesforce, Azure SQL e mais.

  • Regra de ouro: conecte a fonte onde o dado JÁ vive.

  • Limites dependem da orquestração: generative é folgado (25 sites, 25 URLs SharePoint, Dataverse ilimitado; acima de 25 fontes um GPT filtra); classic é restrito (4 SharePoint, 4 sites, 2 Dataverse).

Fica ligado que nessa semana sai um post por dia, aprofundando cada fonte.

Referências:

https://learn.microsoft.com/en-us/microsoft-copilot-studio/knowledge-copilot-studio

https://learn.microsoft.com/en-us/microsoft-copilot-studio/knowledge-add-unstructured-data

Fique bem e até a próxima.

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