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IA & Agentes

Copilot Studio - Tools e Conectores [5] - Conectando o Databricks como tool

Copilot Studio - Tools & Connectors [5] - Connecting Databricks as a tool

Copilot Studio - Tools e Conectores [5] - Conectando o Databricks como tool

Fala dataholics! Chegamos no último post da série de Tools, e não tem jeito mais bonito de fechar do que juntando os agentes do Copilot Studio com o Databricks, que é a alma desse blog. Nos quatro posts anteriores a gente aprendeu a dar tools pro agente de três formas: conector pronto, API REST via OpenAPI e servidor MCP. Hoje a gente aplica isso no Lakehouse. Fiz uma animação de fechamento e embaixo dela eu abro os dois caminhos.

Databricks como tool do agente, o fecho da série (animação, ~45s)

O que veremos nesse post:

  • Caminho 1: SQL Warehouse pelo conector Databricks

  • Caminho 2: Model Serving como REST API tool

  • Quando é tool e quando é Genie

  • Resumo (e o fecho da série)


Caminho 1: SQL Warehouse pelo conector Databricks

A forma mais direta de deixar o agente consultar seus dados é usando o conector do Databricks, que já existe pronto no catálogo do Copilot Studio, exatamente o cenário do post [1]. Esse conector vem com um menu de ações prontas, e a estrela pra dados é a Execute a SQL statement, que roda uma query num SQL Warehouse seu (serverless ou classic, tanto faz). Tem outras ações também, tipo disparar e listar jobs, mas pra responder sobre dados é a query que importa.

Na prática você adiciona o conector como tool, configura a conexão com o seu workspace e o warehouse, e dá pro agente uma query tipo esta:

SELECT status, COUNT(*) AS total
FROM vendas
GROUP BY status

Aí quando o usuário pergunta algo que cai nessa consulta, o agente roda a query no seu warehouse e devolve a resposta já mastigada. É o mesmo modelo de tool que a gente viu na série, só que a fonte agora é o seu Lakehouse.

Detalhe importante: esse caminho depende de você ter o Managed MCP servers habilitado (em preview) no seu workspace do Databricks, então confere isso antes de sair configurando, pra não travar na metade.


Caminho 2: Model Serving como REST API tool

O segundo caminho é pra quando você não quer só consultar dado, mas chamar um modelo que você serviu no Databricks. Um endpoint de Model Serving nada mais é do que uma API REST: você manda um JSON com a entrada e recebe a predição de volta. E se é uma API REST, você já sabe o final da história, ela sobe como REST API tool, o mesmo caminho dos posts [2] e [4].

Você descreve o endpoint num OpenAPI, sobe pelo wizard de REST API e configura a autenticação com o token do Databricks (como API key no header de authorization). Pronto, o seu modelo virou uma ferramenta que o agente aciona sozinho quando faz sentido, tipo classificar um chamado ou prever um churn no meio da conversa.


Quando é tool e quando é Genie

Aqui vale um recado pra você não usar a ferramenta errada. Os dois caminhos de cima são pra chamada específica: uma query que você já sabe, ou um modelo com entrada e saída definidas. Eles são certeiros e previsíveis.

Reginaldo, e se eu quiser que o usuário pergunte qualquer coisa sobre os dados, em linguagem natural?

Aí a ferramenta certa não é uma tool de SQL na mão, é o Genie. O Genie é o especialista do Databricks em transformar pergunta em linguagem natural em SQL, com o contexto curado do seu Genie Space. Ele também se conecta ao Copilot Studio, mas como é um mundo à parte e cheio de detalhe, eu vou dedicar uma série inteira só pra ele. Então guarda essa régua: tool pra ação certeira, Genie pra explorar os dados.


RESUMO

  • SQL Warehouse: use o conector Databricks pronto e a ação Execute a SQL statement pra rodar uma query no seu warehouse. Precisa do Managed MCP servers habilitado no workspace.

  • Model Serving: o endpoint é uma API REST, então sobe como REST API tool, igual aos posts [2] e [4], com o token do Databricks na autenticação.

  • Chamada específica (query ou modelo) é caso de tool. Pergunta aberta em linguagem natural é caso de Genie.

  • Com isso a série fecha as formas de dar tools pro agente: conector, REST, MCP, Azure Function e agora Databricks.

E é isso, dataholics, fechamos a série de Tools do Copilot Studio. Passamos pelo catálogo de conectores, criamos tools do zero com REST e OpenAPI, conectamos servidores MCP, chamamos uma Azure Function e hoje plugamos o Databricks. O próximo passo natural é ir fundo no Genie, e é pra lá que a gente vai. Obrigado por acompanhar a série inteira.

Referências:

https://learn.microsoft.com/en-us/azure/databricks/integrations/msft-power-platform/copilot-studio

https://learn.microsoft.com/en-us/connectors/databricksinc/

Fique bem e até a próxima.

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