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IA & Agentes

Copilot Studio - Novidades [1] - A nova experiência de agente e o novo runtime de orquestração

Copilot Studio - What's New [1] - The new agent experience and the new orchestration runtime

Copilot Studio - Novidades [1] - A nova experiência de agente e o novo runtime de orquestração

Fala dataholics, acabei de fechar a série do ecossistema de Copilots e a Microsoft resolveu mexer justamente na tela onde a gente passou os últimos meses. Copilot Studio agora tem uma nova experiência de agente, com outro runtime de orquestração por trás, e a mudança vai bem além do layout. Abro uma série de 5 posts só de novidade pra colocar todo mundo em dia.

O que veremos nesse post:

  • O que é a nova experiência e como você entra nela

  • As duas telas lado a lado, clássica e nova

  • O que a nova faz melhor e o que a clássica ainda faz sozinha

  • A pegadinha da migração


O que mudou de verdade

Na experiência clássica, que é a que eu usei em toda a série, você constrói o agente em volta de Topics, nós, condições e branching, e escolhe se a orquestração é clássica ou generativa. Na nova, você descreve o agente em linguagem natural e o sistema gera a configuração por baixo, sem topic nenhum no meio do caminho. Não existe mais o botão de escolher a orquestração porque todos os agentes da nova experiência rodam no enhanced orchestration runtime, que é o motor novo, com raciocínio mais profundo e resposta melhor principalmente quando o dado está no Microsoft 365.

Pra entrar é simples, o banner aparece na home da experiência clássica e você clica em Try it now. Depois dá pra ir e voltar quando quiser pelo toggle New experience.


Como saber em qual das duas você está

Esse é o truque mais rápido: olha o menu. Se o lado esquerdo mostra Topics, Knowledge, Actions e Settings como itens separados, você está na clássica.

Se o topo do agente mostra as abas Build, Preview, Evaluate e Monitor, você está na nova. E é nessa tela que aparece o que interessa: um painel único com Model, Microsoft IQ, Skills, Tools, Knowledge, Connected agents e Memory, tudo no mesmo lugar em vez de espalhado em quatro menus.

Repara nesse print que três coisas dali são novas e vão ser os próximos posts da série: Microsoft IQ, Skills e Memory. O Evaluate e o Monitor também subiram de status, viraram aba fixa do agente e agora você tropeça neles enquanto constrói, sem precisar lembrar de abrir um lugar separado. Quem acompanhou os posts de Evaluation sabe que eu já defendia avaliar antes de publicar, então ter isso na cara do maker é ótimo.


O que a clássica ainda faz e a nova não

Aqui é onde eu peço calma antes de sair recriando agente. A documentação é honesta e lista o que fica pra trás:

  • Conversa determinística com Topics: se você precisa de controle passo a passo, com condição e branching explícito, a clássica ainda é a única que entrega isso. Na nova quem decide o caminho é a instrução mais o raciocínio do modelo.

  • Orquestração configurável: na nova não tem escolha, é o runtime novo pra todo mundo.

  • Conjunto de features maduro: a clássica tem mais coisa configurável, e a Microsoft mesmo escreve que algumas capacidades ainda não chegaram na nova.

DETALHE IMPORTANTE: não existe caminho de migração. Agente criado na nova não vai pra clássica e agente da clássica não vai pra nova, porque a arquitetura e o runtime são diferentes. Você escolhe a experiência no momento em que cria o agente e fica com ela.

Reginaldo, então quer dizer que meus agentes em produção viram lixo?

Não. A clássica continua totalmente suportada e os agentes que você já tem seguem funcionando do mesmo jeito. O que muda é a sua decisão pro próximo agente que você criar.


Minha leitura, sem marketing

Um detalhe que passa batido: a nova experiência está como production-ready preview, que é um nome esquisito e no fim das contas quer dizer preview com bênção pra produção, ainda sujeito aos termos suplementares. Eu tenho um pé atrás em colocar processo crítico em cima disso agora, principalmente sem caminho de volta pra clássica.

Onde eu iria de cabeça: agente novo de perguntas e respostas em cima de dado do Microsoft 365, que é justamente onde o runtime novo diz entregar mais qualidade. Onde eu ficaria na clássica: fluxo de atendimento com script, coleta de campo obrigatório e regra de compliance, ou seja tudo que precisa acontecer na ordem certa sempre. E se o seu caso é o segundo, sem pressa, a clássica não vai desaparecer amanhã.


RESUMO

  • Clássica - Topics, canvas com nós, orquestração escolhível, mais features maduras.

  • Nova - linguagem natural, abas Build/Preview/Evaluate/Monitor, runtime único de orquestração, Skills, Memory e Microsoft IQ.

  • Entra pelo Try it now na home e volta pelo toggle quando quiser.

  • Sem migração nos dois sentidos, a escolha é na criação do agente.

  • Recomendação: comece pela nova em agente novo focado em dado do M365, mantenha na clássica o que precisa de fluxo determinístico.

Nos próximos 4 posts eu abro cada peça nova dessa tela, começando pelas Skills. Se você chegou aqui sem ter visto a série anterior, vale começar pelo post de anatomia do agente, porque muito do que está aqui é evolução daquilo.

Referências:

Agents overview (new experience)

Classic vs. new agent experience

What's new in Copilot Studio

Prints desse post: documentação oficial da Microsoft.

Fique bem e até a próxima.

#copilotstudio #microsoft #ia #agentes #datainaction

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