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IA & Agentes

Copilot Studio - Tools e Conectores [1] - O catálogo de 1000+ conectores

Copilot Studio - Tools & Connectors [1] - The 1000+ connector catalog

Copilot Studio - Tools e Conectores [1] - O catálogo de 1000+ conectores

Fala dataholics! Semana nova e série nova por aqui. A gente passou a semana passada inteira falando de Knowledge, ou seja, de como o agente lê e busca informação. Agora vira a chave: nessa série eu quero mostrar como o agente faz coisa, consulta um banco, lê sua agenda, chama uma API, dispara um fluxo. E o jeito mais rápido de dar essa mão pro seu agente é pelas Tools, com destaque pro catálogo de conectores do Power Platform, que são mais de mil prontos pra usar. Hoje é o post de abertura: o que é esse catálogo, como um conector vira tool do agente e uma demo de ponta a ponta que eu rodei no meu agente Datainaction.

O que veremos nesse post:

  • A aba Tools e a sua primeira tool

  • O catálogo por dentro (e por que tem mais de 1000)

  • Uma palavrinha sobre o nome: Actions virou Tools

  • Os 3 tipos de conector: standard, premium e custom

  • Demo: adicionando e testando uma tool de verdade

  • Autenticação: quem chama a API, você ou o usuário

  • A descrição é o que o modelo lê

  • Resumo


A aba Tools e a sua primeira tool

Todo agente novo no Copilot Studio nasce com a aba Tools vazia, com aquele convite bonitinho: "Create your first tool. Let your agent do more". É daqui que a gente parte, é literalmente onde você dá superpoderes pro agente.

Você clica em Add a tool e cai no catálogo, que é a parte legal.


O catálogo por dentro

Olha a tela de Add tool. Ela já te deixa buscar por cenário ("send an email", por exemplo) e, principalmente, filtrar por tipo de tool ali nas abas: Connector, Prompt, Workflows, REST API e Model Context Protocol. Repara que embaixo já aparecem os conectores populares, Outlook, Teams, SharePoint, OneDrive, Excel, Dataverse, Azure Data Explorer, Dynamics 365, e por aí vai.

Esse é o ponto central do post: o conector é uma ponte pronta entre o seu agente e um serviço de fora. Em vez de você programar a chamada pro SharePoint, pro SQL Server ou pro Salesforce na mão, alguém já embrulhou aquela API num pacote com autenticação, ações e parâmetros prontos, e você só escolhe e configura.

E o motivo de ter tanto conector é que eles não são exclusivos do Copilot Studio. Esse catálogo é o mesmo do Power Platform, compartilhado com o Power Automate e o Azure Logic Apps. Ou seja, tudo que já existia pra automação nessas ferramentas o seu agente também alcança, e por isso a conta passa de mil conectores. É muita coisa pronta, você raramente vai precisar construir do zero. E quando precisar, tem os outros tipos de tool ali do lado (REST API pra sua própria API e MCP), que são justamente os próximos posts da série.


Antes de continuar: Actions virou Tools

Se você mexeu no Copilot Studio ano passado ou viu tutorial antigo, vai lembrar do termo Actions. A Microsoft renomeou isso pra Tools. É o mesmo conceito, tudo que o agente pode acionar pra executar uma tarefa é uma tool, e conector é um dos tipos de tool que existem (junto de REST API, MCP, Workflows e Prompt, como você viu na tela). Fica esperto porque a doc e a interface já falam Tools, mas muito conteúdo por aí ainda diz Actions. Se você quiser relembrar onde a tool se encaixa dentro do agente, eu montei isso no post de anatomia de um agente.


Os 3 tipos de conector

Antes de sair plugando, vale saber que os conectores vêm em três sabores, e isso mexe no seu bolso e na sua liberdade:

  • Standard: os que vêm inclusos no plano, tipo SharePoint, Outlook, Teams, OneDrive. Sem custo extra.

  • Premium: os mais pesados de integração corporativa, como SQL Server, Salesforce, Dataverse, Oracle. Precisam de licença Premium do Power Platform pra rodar em produção.

  • Custom: quando não existe conector pronto pro serviço que você quer, você cria o seu apontando pra qualquer API pública. Esse é o assunto do próximo post, com REST e OpenAPI.

O ponto de atenção aqui é o premium. SQL Server, que é o exemplo mais pedido, é premium, então antes de prometer pro time que o agente vai consultar o banco, confirme a licença. Nada pior que montar tudo e travar no licenciamento na hora de publicar.


Demo: adicionando e testando uma tool de verdade

Chega de teoria, bora ver funcionando. Pra demo eu adicionei uma tool que lê a minha agenda, a Work IQ Calendar. Detalhe honesto: essa aí por baixo roda como MCP, e não como um conector do Power Platform (calma, MCP é o assunto do post [3] dessa série), mas eu trouxe ela de propósito porque o fluxo de adicionar é idêntico pra qualquer coisa do catálogo, conector incluso. Você escolhe a tool, cai numa tela de configuração e, o passo mais importante, define a Connection:

Aqui já dá pra ver a conexão ligada na minha conta com o certinho verde, é ela que autoriza o agente a bater na API do outro lado. Dou Add e a tool entra na lista:

Repara nas colunas dessa lista, elas dizem muito: Type (aqui, Model Context Protocol), Available to (a qual agente a tool está disponível) e Trigger como By agent, ou seja, quem decide acionar a tool é o próprio agente na hora que achar que precisa. Segura essa informação que ela liga direto na última seção.

Agora o momento que vale o post: abri o Test your agent e pedi a minha agenda. Sem eu programar nada, o agente sozinho escolheu a tool, chamou a operação ListCalendarView, passou os parâmetros (data inicial, timezone) e voltou com o resultado, tudo em 1,52s:

Esse mapa de atividade do lado esquerdo é ouro pra depurar: você vê a tool sendo inicializada, a operação rodando e o Completed no fim. É assim que você confirma que a tool está sendo chamada de verdade.


Autenticação: quem chama a API

Aquela tela de Connection não é só um detalhe, é a decisão de segurança mais importante da tool. Você precisa definir com qual credencial ela vai bater na API lá do outro lado, e tem dois caminhos:

  • Credencial do usuário (o padrão): cada pessoa que conversa com o agente autentica com a própria conta. É o mais seguro, porque o usuário só enxerga o que ele já teria permissão de ver no sistema de origem. No meu caso da agenda, cada um veria a própria agenda, não a minha.

  • Credencial do maker (você): o agente usa a SUA conexão pra todo mundo. Na tela é o Maker-provided credentials, que você liga nos detalhes da tool. Serve pra cenário em que o usuário final não tem (nem deveria ter) acesso direto à fonte, mas o agente responde por ele.

Reginaldo, e qual eu escolho?

Depende de quem pode ver o quê. Se o dado é sensível e cada pessoa tem um nível de acesso diferente, fica na credencial do usuário e deixa o sistema de origem fazer o controle. Se é um dado comum a todos e você quer padronizar a resposta, credencial do maker resolve, mas aí a responsabilidade de expor aquilo é sua, então pensa bem antes.


A descrição é o que o modelo lê

Tem um detalhe que faz toda a diferença e muita gente pula: a descrição da tool. Quando o agente está em orquestração generativa, é o modelo que decide sozinho quando chamar cada tool, e ele decide lendo o nome e a descrição. Olha de novo o print do teste: a operação ListCalendarView tem uma descrição que diz "Retrieve events from a user's calendar view... Use this whenever you need to find user's meetings". Foi essa frase que fez o modelo entender que, quando eu pedi a agenda, era essa tool que devia ser chamada.

Ou seja, se você deixa a descrição genérica ou vazia, o agente não sabe quando usar aquilo e a tool fica lá parada. Então escreva de verdade o que a tool faz e quando ela deve ser acionada, tipo "use isto para buscar o status de um pedido pelo número". Isso é metade do sucesso.


RESUMO

  • A aba Tools é onde o agente ganha capacidades. Clica em Add a tool e você cai no catálogo.

  • O catálogo filtra por Connector, REST API, MCP, Workflows e Prompt. Conector é uma ponte pronta pra um serviço externo, e o catálogo é o do Power Platform (o mesmo do Power Automate e Logic Apps), por isso passa de 1000.

  • Actions virou Tools. Conector é um dos tipos de tool.

  • Três tipos de conector: standard (inclusos), premium (SQL Server, Salesforce, precisa de licença) e custom (você cria apontando pra uma API pública).

  • Na demo o agente sozinho chamou a tool no Test your agent e o mapa de atividade mostrou o passo a passo. O Trigger By agent é isso: quem decide acionar é o modelo.

  • Autenticação: credencial do usuário (padrão, respeita o acesso de cada um) ou credencial do maker (a sua, pra todos).

  • Capriche na descrição da tool, é ela que o modelo lê pra decidir quando chamar.

Com o conector pronto você já cobre um monte de integração sem código. No próximo post da série a gente sai do catálogo e cria uma tool do zero apontando pra uma API nossa com REST e OpenAPI, que é quando o conector pronto não existe e você precisa fazer o seu.

Referências:

https://learn.microsoft.com/en-us/microsoft-copilot-studio/advanced-connectors

https://learn.microsoft.com/en-us/microsoft-copilot-studio/add-tools-custom-agent

Fique bem e até a próxima.

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